Ouvi há algum tempo que o Mestre escolhe o seu discípulo. Ele faz o chamado, basta que nós façamos a opção por segui-lo. Tenho a certeza de que fui escolhida, mas não pensem que me considero uma pessoa extraordinária ou especial. Ao contrário, considero-me um ser humano ordinário e comum, mas, uma coisa é certa, estou sempre atenta a evoluir e a aprender com meus (inúmeros) erros. Partilho, a seguir, convosco, minha trajetória, ainda em curso, na Meditação Transcendental, ao fim, convido a todos a responderem à reflexão inicial: fui, realmente, escolhida pelo meu amado Mestre Maharishi Mahesh Yogi?
Quando conheci meu marido, ele já meditava há anos e sua devoção ao Mestre sempre foi algo que me emocionou muito. Ainda quando namorávamos conversávamos muito sobre espiritualidade. Eu, católica praticante, sentia falta de respostas que iam além daquelas justificadas pela fé. Ele, com uma experiência enorme, na prática e no conhecimento, conseguia achar explicações, para os meus questionamentos, com respaldo na ciência.
Esse foi o meu primeiro contato com a MT, e não havia outra explicação, o Mestre, me fazia o seu primeiro chamado. Eu tinha que aprender a meditar. Mas e se não gostasse? E se não fosse para mim? Como administraria isso com meu parceiro? Foi então que resolvi fazer escondida. Aproveitei uma semana de feriados e contactei um professor de MT e lá fui eu. E logo no segundo dia, constatei a maravilha que essa técnica nos proporciona. Havia um silêncio delicioso, mas ao mesmo tempo, um dinamismo impressionante. E o sono que veio após meditar? Nunca havia dormido tão profundamente.
Tinha de partilhar a grande notícia com aquele que tanto me inspirou. A partir daquele momento, poderíamos inclusive meditar juntos. Já se passaram nove anos e minha evolução tem sido constante. Em menos de um ano tinha todas as técnicas avançadas, curso de Sidhis. Passei a frequentar assembleias, vários cursos, leituras dos capítulos do Bhagavad-Gita. Tive a oportunidade de participar do AMVSC Course. E, claro, as práticas diárias. O momento de meditar é precioso e me traz muita paz, muita clareza. Sinto-me cada vez mais segura e mais coerente. Não é a meditação que encaixa no meu dia, mas sim o meu dia que acontece entre os meus programas. Tudo sem grandes esforços. Não há dificuldades em arrumar tempo para meditar. E, acreditem, não vivo numa caverna, nos Himalaias. Vivo numa cidade grande, tenho família, trabalho, amigos. E tudo interage muito bem.
O meu maior desejo é que todos possam aprender essa técnica maravilhosa. Não haveria adolescentes estressados, pais bravos, funcionários frustrados e patrões exigentes. Menos guerra, mais harmonia, menos estresse. Sabiam que há pesquisas sólidas que comprovam o Efeito Maharishi? A partir da meditação em grupo, cria-se um campo de coerência na consciência coletiva fazendo com que as frequências cerebrais entrem em harmonia. Eu acredito que se cada um fizer a sua parte, chegaremos lá.
As meditações em grupo são muito mais potentes. Quando estou em grupo sinto uma pausa no estresse do dia a dia e a minha intuição fica mais exacerbada e alguns pensamentos que estavam nebulosos ficam mais claros.
Dito isso tudo, fui ou não escolhida pelo Mestre? A essa pergunta, eu respondo: todos somos escolhidos. O que realmente importa é quando vocês aceitarão essa escolha?
Lisboa, 08 de abril de 2026
Danielle Secco

